imprensainvestigativa

15 de junho de 2011

Pererecas em extinção dificultam o avanço das obras do Arco Metropolitano

Filed under: Economia — imprensainvestigativa @ 18:52

Até o momento, também foram encontrados 40 sítios arqueológicos que deixa mais difícil a continuação do projeto  

(Por R. Mello e J. Pontes) 


Quarenta sítios arqueológicos e um brejo com pererecas em extinção paralisaram as obras do Arco Metropolitano. O projeto, com o objetivo de ligar as cinco principais rodovias que cortam a Região Metropolitana do município do Rio de Janeiro, está a cada avanço encontrando novas dificuldades. As obras tiveram início em 2009, mas passaram a maior do tempo paradas.


Um brejo, aparentemente normal, é o habitat da perereca em extinção da espécie Physalaemus soaresi. Além de rara, ela só vive na Floresta Nacional Mário Xavier (Flonamax), em Seropédica, desde a sua identificação, em 1965. O IBAMA interveio e não autorizou que a rodovia passasse pelo Flonamax.

 

Por conta desses contratempos, a planta da obra foi modificada para que fossem construídos viadutos para preservar a fauna e flora local. O Arco Metropolitano visa fornecer um acesso rápido para o Porto de Itaguaí, ao Comperj, em Itaboraí, e também desafogar o trânsito na Ponte Rio Niterói, na via Dutra e na Avenida Brasil. Desde 1996, o projeto é discutido e só foi oficialmente lançado em 2008. 


O Arco Metropolitano vai gerar emprego, desenvolvimento econômico e social. Ao todo, foram mais de R$1 bilhão em investimentos, que atingem 21 municípios numa extensão total de 150 km. O Arco trará qualidade de vida com condições apropriadas de mobilidade para a população e uma redução de custos das empresas.

 

Inicialmente o prazo de entrega da obra era para 2010, mas, agora, caso não haja mais intervenções, a previsão é para o final de 2012. As Rodovias que serão interligadas são Rio-Vitória (BR-101 Norte), BR-493, Rio-Teresópolis (BR 116), Washington Luís (BR-040), Via Dutra (BR-116), BR 465, Rio-Santos (101 Sul). 

 

Assista a uma entrevista sobre o assunto com o economista Ivan Silva aqui.

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