imprensainvestigativa

14 de junho de 2011

Bruxa Solta na Casa Civil

Filed under: Política — imprensainvestigativa @ 23:28

Por Priscilla A. e Renata M.

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, pediu nesta segunda-feira (30), o afastamento do chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, até o final das apurações sobre a evolução do seu patrimônio.

Ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra

A ex-ministra Erenice Guerra deixou o cargo de Chefe da Casa Civil, em 2010, após denúncias de corrupção. O atual ministro Palocci corre risco de também deixar o cargo se não esclarecer como multiplicou por vinte seu patrimônio, do ano de 2006 para o ano de 2010 – de 375.000 reais para 7,5 milhões de reais.

Erenice Guerra entregou o cargo em setembro de 2010 após uma denúncia de tráfico de influência envolvendo seu filho Israel Guerra e servidores da Casa Civil.

Israel Guerra foi acusado pelo consultor Rubnei Quícoli, que atuava para a empresa de Campinas EDRB, de cobrar comissões de empresas para liberar crédito no BNDES para renovar concessão na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O pedido de empréstimo ao BNDES seria intermediado pela Capital Assessoria, empresa que tem como um dos sócios Saulo Guerra, outro filho da ex-ministra Erenice. A  empresa possuía o endereço da casa em que vive Israel Guerra, dono real da firma.

O pedido de R$ 240 mil e 5% foi entregue pela Capital. Segundo Quícoli, a empresa não havia aceitado as condições. Após a negativa, ele teria sido procurado por Marco Antônio de Oliveira, pedindo R$ 5 milhões para viabilizar o empréstimo, dinheiro que suspostamente iria para Erenice e para as campanhas de Dilma, à Presidência da República, e de Hélio Costa (PMDB), ao governo de Minas Gerais. Erenice Guerra negou a denúncia.

O ex-ministro José Dirceu pediu, em 2005, afastamento do cargo dando a desculpa de querer reassumir o mandato como deputado pelo estado de São Paulo.

Cavalcante criticou a decisão da CGU (Controladoria Geral da União) por não abrir uma investigação sobre as denúncias.

Confira o vídeo sobre Erenice Guerra ter confirmado tráfico de influência:


Tiririca, o Deputado Federal mais votado do Brasil

Filed under: Política — imprensainvestigativa @ 22:46

Por Priscilla A. e Renata M.

 

Em 2010, Francisco Everardo Oliveira Silva, nome de batismo do palhaço cearense de 45 anos,  Tiririca, lançou sua candidatura para Deputado Federal pelo estado de São Paulo por meio do Partido da República (PR). Tiririca utiliza bordões como “O que é que faz um Deputado Federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto”, ou “Pior do que tá não fica, vote Tiririca”. Tais bordões levaram um candidato a Deputado Estadual a representá-lo junto ao Ministério Público Eleitoral, sob o fundamento de que estaria afrontando o Congresso Nacional e o poder público em geral. A representação, contudo, foi arquivada.

Entre outras polêmicas, Tiririca é apontado como analfabeto pela Revista Época, o que também poderia impugnar sua candidatura. O promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes, da 1º Zona Eleitoral de São Paulo, entrou com duas representações à Justiça Eleitoral pedindo para que seja confirmado se ele é de fato analfabeto.

A legislação em vigor proíbe que analfabetos sejam candidatos a cargos políticos. Outra ação do mesmo promotor acusa Tiririca de falsidade ideológica.

Ao ser diplomado, Tiririca é ovacionado na Assembleia Legislativa

No dia 3 de outubro de 2010, Tiririca torna-se o Deputado Federal mais votado do Brasil e eleito pelo estado de São Paulo com 1.348.295 (6,35%).

Em 30 de outubro de 2010, a defesa de Tiririca informou que ele não é analfabeto e alegou que ele sofre de Transtorno de Desenvolvimento da Expressão Escrita, uma deficiência motora que o impediria de segurar uma caneta com firmeza. A defesa afirma que Tiririca contou com o auxílio de sua mulher para escrever de próprio punho a declaração de alfabetização, exigida pela Lei Eleitoral. Mas o próprio Tiririca teria admitido ser analfabeto ao participar de quadros do programa dominical do SBT, então comandado por Gugu Liberato. Tiririca teria perguntado à produção se teria que decorar alguma coisa, “porque vocês sabem que eu não sei ler e nem escrever”, teria dito. Questionado por um produtor da emissora se não pretendia um dia aprender, o palhaço disse que não levava “jeito nenhum” (para aprender). Porém submetido a um teste de alfabetização, Tiririca provou saber ler e escrever.

Após muita polêmica, no dia 17 de dezembro de 2010, o candidato foi o primeiro a ser diplomado na Assembleia Legislativa em São Paulo. Tiririca foi aplaudido pelas pessoas que estavam nas galerias e declarou que pretende focar seus projetos nas áreas de educação e cultura, na defesa de artistas circenses em geral e ciganos.

Assista uma das propagandas eleitorais de Tiririca na época das eleições:

Passaportes concedidos à família de Lula continuam causando polêmica

Filed under: Política — imprensainvestigativa @ 21:55

Por Priscilla A. e Renata M.

 

Marcos Cláudio, filho de Lula, que havia prometido via Twitter devolver superpassaporte

No dia 9 de maio, o Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, divulgou uma nota defendendo a legalidade da concessão dos passaportes e negando que ocorreu irregularidade. Os servidores deverão responder na  Justiça uma ação por improbidade administrativa feita pelo Ministério Público Federal.

A procuradora da República, Carolina de Oliveira, afirmou que vai entrar na Justiça Federal pedindo a imediata anulação dos passaportes diplomáticos, concedidos pelos servidores do Itamaraty, à quatro filhos e três netos do ex-presidente Lula, em dezembro do ano passado.

Marcos Cláudio da Silva, de 39 anos, filho mais velho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou no início deste ano, por meio da rede social Twitter, que iria devolver seu passaporte. Em várias postagens no Twitter, fez acusações aos jornais “O Globo” e “Folha de S.Paulo”:

 “O fato real é não ler esses artigos ridículos da Folha de S.Paulo e deixar só os jumentinhos continuarem crendo e seguindo… Minoria sempre”, disparou. Para continuar: “A @Folha_Poder é um lixo, os seguidores da doutrina de acabar com o Brasil são piores ainda. Só pessoas com baixa inteligência crêem no PIG”, disse.

Segundo o Itamaraty, os critérios usados para a concessão desses passaportes eram subjetivos. Carolina, no entanto, afirma que essa subjetividade prevista na lei não eliminava a obrigação do ministério de apresentar motivos plausíveis para esse privilégio e que o ministério não ofereceu essas explicações.

Assista ao vídeo produzido pelo “Jornal da Justiça” acerca de toda polêmica:


Eles bem que tentaram, mas a pressão popular não deixou

Filed under: Política — imprensainvestigativa @ 21:11

Por Priscilla A. e Renata M.


Pela primeira vez em mais de 20 anos, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro ganharia uma frota própria de veículos para os vereadores cariocas. O modelo escolhido foi a mais recente geração do Volkswagen Jetta, cujo preço de mercado é R$ 69.100. As 51 unidades, uma para cada vereador, foram compradas à vista, com desconto.

O carro que havia sido escolhido pela câmara, o novo Jetta da Volkswagem

Apenas cinco parlamentares anunciaram oficialmente que não iriam usar o carro, mas a opinião pública pressionou e após uma semana o presidente da Câmara Municipal do Rio, vereador Jorge Felippe (PMDB), anunciou suspensão à compra dos 51 carros de luxo para os vereadores. O único problema é que 33 veículos já haviam sido pagos, em operação que dispensou a licitação, no valor total de R$ 2.282.880, e ninguém sabia o que fazer para evitar o prejuízo. Após uma semana foi descoberto que a câmara comprou mais carros de luxo do que informado. A Câmara havia anunciado que tinha pago R$ 2,2 milhões pela compra de 33 veículos, mas a frota era de 51 carros, inclusive para dois vereadores que estão presos. No total, o valor gasto foi de R$ 3,5 milhões.

Em nota, a Câmara informou que houve um equívoco na divulgação dos valores e que mais de R$ 3,5 milhões foram pagos em três parcelas. Cada veículo custou quase R$ 70 mil e foram comprados sem licitação. Depois da pressão popular, a Câmara desistiu dos carros e marcou uma reunião para decidir o que propor à montadora: trocar o modelo ou pedir o dinheiro de volta. Mas, no encontro, os vereadores voltaram a discutir se queriam ou não o veículo. E a surpresa: mais da metade disse que era favorável à compra do carro. Dos 41 presentes, 21 queriam o carro, 19 não e um não se manifestou. Sem maioria absoluta, o presidente da Câmara considerou apenas os votos da mesa diretora e decidiu que vai pedir a devolução do dinheiro.

Em nota oficial a montadora Volkswagem informou que “em caráter excepcional e sustentada em parâmetros legais, irá cancelar a operação de venda e promover a devolução dos valores envolvidos”.

A jornalista e professora Helen Britto deu sua opinião. Confira!